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Conheça o DPAC na infância

Algumas crianças têm dificuldade em traduzir e compreender o que ouvem, isso pode ocorrer em função de Distúrbio no Processamento Auditivo Central (DPAC). A fonoaudióloga Vanessa Santos Elias e sua aluna Nairane Catrine trazem mais esclarecimento para que você conheça o DPAC na infância.

NÃO BASTA OUVIR, É PRECISO ENTENDER O QUE SE OUVE

As crianças, durante o processo de aquisição da linguagem, aprendem a produzir palavras. Nesta importante etapa do desenvolvimento, uma série de sistemas organizados do nosso sistema nervoso central necessitam estar em pleno funcionamento e dentre eles os recursos auditivos.

Aprender, conceitualmente um som, relaciona-se com “o que” a criança ouve e entende daquilo que recebe como estímulo auditivo. Desse modo, as informações recebidas passam por uma análise do seu conteúdo através do Processamento Auditivo Central (PAC) que é didaticamente definido como a capacidade de organizar e compreender os estímulos sonoros, envolvendo também um conjunto de habilidades necessárias para atender, discriminar, reconhecer, armazenar e compreender a informação auditiva (Frota e Pereira, 2004; Costa-Ferreira, 2007).

A literatura aponta que crianças com dificuldades na aquisição de fala – e, muitas vezes, com consequente atraso no desenvolvimento da linguagem – possuem desempenhos inferiores nos testes do PAC, quando comparados com crianças com desenvolvimento dito normal.

IDENTIFICAÇÃO DO DPAC

O PAC é avaliado pelo fonoaudiólogo. Além do exame de audiometria, é necessário que a criança apresente habilidades de expressão e compreensão, a fim de entender as tarefas que serão solicitadas.

Diante do exposto, torna-se importante que pais, cuidadores, educadores e médicos (pediatras, otorrinolaringologistas, neurologistas, etc.) estejam atentos a situações em que a criança é tida como preguiçosa, distraída, desinteressada ou manhosa. E também considerar que ela pode estar ouvindo bem, mas apresentar dificuldade em interpretar as informações ouvidas.

Após realizar a avaliação e diagnosticado o transtorno do PAC um treinamento, conduzido pelo fonoaudiólogo, deve ser realizado para minimizar ou reverter as dificuldades apresentadas.

Fga. Dr. Vanessa Santos Elias – CRFa 6336 . Professora do Curso de Fonoaudiologia da Rede Metodista de Educação do Sul – Centro Universitário Metodista IPA.

Nairane Catrine de Camargo da Silva. Acadêmica do Curso de Fonoaudiologia da Rede Metodista de Educação do Sul – Centro Universitário Metodista IPA.

Citações retiradas da Bibliografia:

FROTA, S. M. M. C.; PEREIRA, L. D. Processos temporais em crianças com déficit de consciência fonológica. Rev Iberoam Educac, v. 33, n. 9, p. 1-9, 2004.

COSTA-FERRREIRA, M. I. D. A influência da terapia do processamento auditivo na compreensão em leitura: uma abordagem conexionista. [tese]. Porto Alegre: Faculdade de Letras da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul; 2007.

SILVA, N.C.C. Relação entre o processamento auditivo central e o componente fonológico da linguagem oral: revisão bibliográfica. [Trabalho de Conclusão de Curso]. Porto Alegre: Faculdade de Fonoaudiologia do Centro Universitário Metodista IPA.

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